QUARTO BIMESTRE
No quarto bimestre a oficina : E agora,José ? me chamou a atenção,então optei por ela pois nela despertamos o interesse na literatura,arte e escrita. Estão sendo compartilhados e vivenciados experiencias de aprendizagem da oficina não só pelos alunos, mas também por toda equipe docente, a finalização da oficina é construir um Sarau Literário onde nós alunos também vamos apresentar diversas obras e contos através do teatro!
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COLÉGIO
Esse foi o meu primeiro ano no colégio Sesi,posso dizer que foi um ano maravilhoso,com certeza com muitas mudanças,foi super diferente o primeiro dia de aula de 2015...chegar em um colégio que tem uma metodologia totalmente inovadora e diferenciada como o a do SESI, no começo fiquei preocupada quando me sentei com mais 5 pessoas em uma mesa e pensei "Meu Deus eu não conheço ninguem kkkkk!" que susto buuh em??? Mas claro nada melhor que o tempo e a convivência para se acostumar com a nova rotina e o novo método de ensino, foi super tranquilo e pude perceber que além de divertido era produtivo estudar em equipe,onde aprendemos a se relacionar e conviver em união, uma preparação futura para novos caminhos e barreiras tanto pessoais como profissionais. Bom posso dizer que foi com certeza um ano corrido de estudos e tudo mais, mas valeu a pena!
Agora só esperar as férias para voltar firme e forte,e que venha mais dois anos de pura alegria rsrsrs !!! <3
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Poema: E agora,José? ✿
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
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